Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘china’

Turnê

Expo Shanghai

Foram 4 dias de andança: Xiamen, Ningbo, Shanghai e finalmente de volta a Shenzhen.

Xiamen foi rapidinho, visita a fornecedor e à noite encontrei a noivinha chinesa. Mais tarde, voltei na entrada do hotel para ver o status do casamento, não havia mais sinais.

Nosso colega chinês explicou que quando o casamento é arranjado, a guria e o guri são introduzidos pelos pais e a partir de então vão se conhecendo. Eu perguntei e se eles não se gostarem? “Se não gostar, então não precisa casar”. Ele já namora há quase 10 anos. Nesse caso, ele gostou.

Em todos os lugares, preciso pedir comida sem pimenta, ou não consigo terminar a refeição. Até KFC tem os lanches super apimentados. Descobri que de fato pedir coca cola é uma missão quase impossível. A primeira vez, o garçom saiu para comprar em um bar próximo, na segunda não tinha. Ponto. Tenho que tomar chá, muitas vezes com gosto apenas de água quente, ou morna. Você nem precisa pedir, eles já te servem a bebida mais popular por aqui.

Em Ningbo fizemos inspeção de alguns produtos. Depois almoço com fornecedor. É uma forma de status, não sei, mas as refeições com fornecedores são sempre gigantes, todos os pratos pedidos por ele.

Nessa de comer e comer, no domingo acabei sofrendo o mal da China, uma hora todas aquelas comidas não iriam fazer bem. Ao menos, só fiquei mal a noite, tinha aproveitado o dia visitando a Expo Shangai. Achei que na Expo iríamos encontrar produtos, fornecedores, inovação, afinal era uma feira de “sustentabilidade”. No Stand do Brasil, telas enormes passando jogos de futebol.

Ok.

Depois não sabemos por que motivo nosso país é apenas conhecido pelo carnaval e futebol,  acho que o Brasil só faz questão de mostrar isso lá fora. Ah, para não mentir, num cantinho do Stand tinha uma plaquinha da Vale (do Rio Doce). O stand da China, claro, era o maior e mais imperial. Construção belíssima e bem arrojada – passeando por ele, me sentia na Disney.

100 andares

Descobri uma China de contrastes, pude ver um pouco de pobreza. De Ningbo para Shangai, fomos de trem. Fico indignada ao lembrar que no Brasil temos que ir de ônibus, avião ou dirigir em estradas horríveis para chegar em qualquer lugar. Eu, que moro a 600km da minha família sei bem o que é isso. O trem alcança uma velocidade agradável de 180km/h. Chegamos ao destino em 3h. O trem é bonito, por dentro lembra um avião, com poltronas quase que confortáveis. Pela janela, dá para ver um pouco do interior: muitos condomínios com inúmeras casas ou prédios, mini terrenos que parecem ser muito pobres, com mini casas e mini plantações de muitas coisas: arroz, verduras, parreiras, e mini pessoas trabalhando nelas, rs. Isso porque me sinto uma gigante aqui, todo mundo está na altura do meu peito. Quase não nem arrisco a entrar nas lojas de roupa, com medo que tudo fique muito pequeno. Mesmo assim, encontro uma promoção de casacos (70%!) e insisto em comprá-los.

Anúncios

Read Full Post »

Xiamen

Boneca de porcelana

Dia corrido.
Inspeção na fábrica, viagem para Xiamen, visita a fornecedor, janta a la chinesa, hotel.

Achei que a fábrica me impressionaria mais. Talvez porque fosse pequena, poucos trabalhadores. Mas aquela funcionava assim: parecia um condomínio, muitos prédios, padronizados. Em cada andar, uma, duas ou três mini fábricas. As condições são poucas, mas não são horríveis. Terminamos a inspeção na hora do almoço e, esperando o taxi, milhares de pessoas passavam por nós, saindo para almoço. Aí sim fiquei surpresa. Não sei de onde surgiu aquele batalhão de pessoas.

No jantar, pedimos coca. Absolutamente normal. O restaurante não tinha e um garçom saiu correndo para comprar no bar ao lado. Ficamos muito agradecidos, mesmo sem saber da operação “procurando coca”.

Chegando no hotel na nova cidade, também cinza, uma noivinha linda esperando na porta. Não pude resistir e tirei uma foto com ela, linda. Literalmente, boneca de porcelana. As bochechas vermelhas iluminavam seus olhos de princesa. Não sei se o casamento era arranjado ou não. Ainda acontece isso por aqui. Não perguntei mais nada, já era demais ter conseguido a foto.

Alguém mais está pela China: Rakel e Rodolfo, meus amigos de Porto Alegre. Troquei alguns e-mails, eles estão fazendo uma viagem completamente espetacular pelo mundo. Vale a pena conferir http://www.raroway.com .

Read Full Post »

Andanças

Cadê o céu azul?

No 5º dia, o corpo já se acostumou com o fuso horário e tudo parece mais fácil. Exceto, quando se está com o joelho ralado.

Tombo.

Caí de quatro no meio da chuva, dentro do condomínio no caminho de casa. Resultado: 2 joelhos cobertos por hematomas roxos. Não tinha gelo em casa, a opção foi o bacon congelado.

Visitei um fornecedor e fiquei impressionada com o tamanho do show room. Não costumo fazer essas visitas no Brasil, então não tenho parâmetro. Ainda assim não deixei de ficar boba com TANTAS cores, formas, modelos. Pareciam um jardim, de tanta variedade.

A brasileira que estava aqui já foi embora, porém me deixou dicas valiosas. Ando sempre com um lenço de papel na mão, serve como guardanapo para restaurantes (quando eles oferecem, a maioria é uma espécie de lenço umedecido e você tem que pagar por eles) e papel higiênico em banheiros – até agora todos estavam bem equipados.

O almoço foi Tailandês. Eu sei, esse blog já está quase virando um hall gastronômico, e eu, uma bola, rs, mas não posso deixar de experimentar nada. Muito gostoso, meu prato era arroz coberto de frutos do mar, cenoura e batata com um molho regado de curry. Uma bela porção amarela saborosa e muito bem aquecida. Mais uma vez, o guardanapo umedecido embrulhado foi trocado pelo lenço de papel tirado da bolsa. Uma prática que seria engraçada no Brasil. A tarde comprei picolé, “Magnum” estava escrito na embalagem – assim foi fácil escolher.

Ao sair de casa, doces crianças prendem meu olhar. Vejo pela grade tomada de folhagens, um grupo escolar de 5 anos de idade, em fila, esperando sua vez de ir brincar na pracinha. Os seus olhos, fixos nos brinquedos, são barrados pela imposição da ordem. Aguardam o outro grupo animado liberar espaço para eles. Ordem assim não vejo no Brasil. Mais tarde, numa praça próxima ao escritório, um grupo de bombeiros faz treinamento para incêndio. Enquanto um deles cumpre a atividade de demonstração, os outros observam em posição de “estátua”. Aprenderam muito bem a cumprir regras na escola, e agora demonstram concentração e ordem com facilidade. A paralisação é quebrada quando me aproximo para bater fotos e depois, passo por detrás deles para não atrapalhar a atividade. Sem sucesso, pois todas as cabeças, em igual compasso, giram no mesmo movimento do meu caminho. Devo ter ficado no mínimo vermelha.

Amanhã viajo a Xiamen, depois Ningbo e Shanghai. Visito 2 fornecedores e acompanho uma inspeção pré-embarque. Fiquei surpresa ao saber que neste sábado a banda NENHUM DE NÓS fará show em Shanghai!! Tudo bem que já fui ao show deles no RS, mas não poderia haver melhor coincidência. Não poderei ir no show, devido aos compromissos de trabalho, mas fico e feliz e orgulhosa: uma banda gaúcha embalando o agito de uma feira na China.

“Sol, girassol, verde, vento solar
Você ainda quer morar comigo?
Vento solar, estrelas do mar
Um girassol da cor de seu cabelo”

Read Full Post »

Gaúcha globalizada

Um china lá de Uruguaiana... Eita!

Essa noite foi mais tranquila, conseguí dormir até às 7 da manhã. Ainda sobrou tempinho para escrever.

Ontem foi corrido, e as refeições também foram constantes e diversas!
Pra ir em tanto restaurante, foram 3 andadas de taxi. Já tinha lido sobre o trânsito na China, mas nada como estar nele. Foram mais de 5 sustos, daqueles de quase gritar e suspirar fundo. No Brasil, parte-se do princípio que o trânsito é uma passagem de carros, ordenada e organizada. Tudo bem que em alguns lugares para andar na rua é um caos, mas… nada se compara a China!!!! É carro vindo de todos os lados, cruzando na frente, atrás, fazendo retornos, biclicletas motorizadas buzinando a todo momento, na rua ou na calçada. Não há regras. E dá-lhe sustos!!

O almoço foi no restaurante “GAÚCHO”, dá para acreditar? Muito bem, lá dava para saborear picanha (muito boa, por sinal!), filé, ovelha, porco……. CAMELO (!) e camarão enrolado com bacon! Esses últimos espetos ficaram por conta e risco do assador, hehe. Mas eu experimentei, carne de camelo era bem gostosa, sabor bem acentuado, um tanto forte. No telão, tocava o dvd do Tchan, lembram??? (a nova loira do tchan é linda, deixa ela entrar, e assim por diante). Não ajudou muito a fazer a digestão, hehe. De sobremesa, o bom sempre adorado pudim. Não tão doce, mas bem gostosinho. Os garçons estavam o máximo. Todos a caráter – pilchados. Quase fiquei por ali procurando meu vestido de prenda. Uma suspresa e tanto ir num restaurante desses na China.

A noite, uma nova surpresa. Uma refeição para ser saboreada sem pensar muito como se está comendo. No centro da mesa, uma grande cumbuca de ferro, no formato do símbolo ying yang, com um líquido quente, como se fosse uma sopa dentro. Pede-se as comidas (pedido sempre feito pelos nossos colegas de escritório chineses) e, assim que chegam (carnes, batatas, alface!, espinafre!!, bolinhos de carne, tofu), são colocados aos poucos dentro da sopa. Qualquer um pode pegar a comida (com o seu hashi) e colocar dentro daquela sopa. Essa é a parte disgusting. Você come com o hashi, põe comida crua na sopa com o hashi, pega a comida pronta com o hashi. Diversificação das babas. Parei pra pensar, e fazemos mais ou menos isso em Gramado, comendo fondue de chocolate. Foi a maneira de conseguir encarar a janta.

Passado isso voltamos a pé, e novas aventuras na rua. Não fosse meus colegas por perto, teria sido atropelada por mais de uma daquelas bicicletas motorizadas.

Read Full Post »

Jet Lag

Big China Mac

Big China Mac

São 6 horas da tarde, e o fuso horário ainda não foi captado pelo meu corpo! A tarde, foi um copo grande de starbucks que parece demorar a fazer efeito. O cansaço parece ser maior que o poder da cafeína. Apesar do sono, e-mails, pedidos e produtos necessitam meu cuidado. Hoje é oficialmente o meu primeiro dia de trabalho na China. Das janelas do escritório, vê-se distante e apagada a cidade de Hong Kong. O dia está chuvoso, e a tão natural neblina – que chamo de neblina de poluição – fica ainda mais densa, impedindo os raios de sol de penetrar na cidade.

Falando em cafeína, vejo pouco café por aqui. Os almoços são todos regados a chá. Deliciosos por sinal. Até agora, na maioria dos restaurantes, você nem precisa pedir e o chá começa a ser servido. Em alguns deles, os garçons ficam constantemente servindo e servindo. No final você sai morrendo de vontade de fazer xixi, porém satisfeita.

Hoje o almoço foi em um restaurante cantonês. Era despedida de uma das brasileiras, e quem escolheu tudo foi uma das meninas chinesas do escritório. Ao todo foram uns 8 pratos: uma espécie de salada de brócolis cozida, nos quais os talos eram gigantes, bem saborosos. Uma espécie de sushi de algum tipo de carne, servido quentinho, feito no vapor. Aquele paozinho chinês maravilhoso, com um recheio doce. Um bolinho de camarão, com pedaço grande de camarão, cobertos por uma crosta fina branquinha quase transparente, que lembra um arroz. Arroz frito, popular por aqui: contempla arroz branco, arroz vermelho – muito nutritivo – e temperos. Tudo degustado com hashi, os famosos palitinhos. tarefa difícil para o arroz. É claro que o famoso PÉ DE GALINHA foi servido. Em um potinho, no centro giratório da mesa. Era opcional, tk´s God! Não pretendo comer pé de galinha gelado tão cedo.

Então, na hora que saí para comprar o café, começou uma chuva ralinha e bem fina. Imaginei que ficaria assim. Que nada, no caminho de volta a chuva aumentou e tive que comprar um guarda-chuva, que nem sequer usei. Já com o guarda chuva na mão, a chuva voltou a ser ralinha e fininha. Típico desse mês.

Palavra do dia, pronuncia-se “pú how” (púráu), significa “NÃO BOM”. Difícil utilizá-la… por enquanto gosto de tudo por aqui.

Read Full Post »

Amanheceu em Shenzhen

City that never sleeps...

Acordei às 5 da manhã. Fiquei feliz por ter acordado tão bem humorada neste horário. Fiquei triste, pois ainda deveria dormir mais 3 horas. Sem chance, no Brasil são 18 horas, e meu organismo ainda está se comportando como tal. Espero me acostumar logo ao horário chinês, 11 horas a frente.

Pela janela, vejo que começa a ficar claro, mas não vê-se o nascer do sol. Escuta-se alguns passarinhos, fico impressionada ao ouví-los, devem ser habilidosos para encontrar seu cantinho nas árvores, no meio de prédios tão altos.

Começa a amanhecer e algumas poucas bicicletas andam soltas pela rua. As 6 da manhã, comemoram sua liberdade nas ruas vazias… em pouco tempo se encherão.

O Brasil parece ser conhecido no mundo inteiro. No avião, ao lado de um chinês, ele lembra “São Paulo”. No caminho do aeroporto de Hong Kong para nossa casa, sentado ao meu lado um indiano, ele reconhece o português e menciona “Rio de Janeiro”. A copa está quase chegando e ainda não vi nenhuma menção ao evento por aqui. Talvez logo eu descubra quais as expectativas. A nossa torcida está garantida, com uma bandeira do Brasil na sala.

Read Full Post »