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Posts Tagged ‘comida’

Andanças

Cadê o céu azul?

No 5º dia, o corpo já se acostumou com o fuso horário e tudo parece mais fácil. Exceto, quando se está com o joelho ralado.

Tombo.

Caí de quatro no meio da chuva, dentro do condomínio no caminho de casa. Resultado: 2 joelhos cobertos por hematomas roxos. Não tinha gelo em casa, a opção foi o bacon congelado.

Visitei um fornecedor e fiquei impressionada com o tamanho do show room. Não costumo fazer essas visitas no Brasil, então não tenho parâmetro. Ainda assim não deixei de ficar boba com TANTAS cores, formas, modelos. Pareciam um jardim, de tanta variedade.

A brasileira que estava aqui já foi embora, porém me deixou dicas valiosas. Ando sempre com um lenço de papel na mão, serve como guardanapo para restaurantes (quando eles oferecem, a maioria é uma espécie de lenço umedecido e você tem que pagar por eles) e papel higiênico em banheiros – até agora todos estavam bem equipados.

O almoço foi Tailandês. Eu sei, esse blog já está quase virando um hall gastronômico, e eu, uma bola, rs, mas não posso deixar de experimentar nada. Muito gostoso, meu prato era arroz coberto de frutos do mar, cenoura e batata com um molho regado de curry. Uma bela porção amarela saborosa e muito bem aquecida. Mais uma vez, o guardanapo umedecido embrulhado foi trocado pelo lenço de papel tirado da bolsa. Uma prática que seria engraçada no Brasil. A tarde comprei picolé, “Magnum” estava escrito na embalagem – assim foi fácil escolher.

Ao sair de casa, doces crianças prendem meu olhar. Vejo pela grade tomada de folhagens, um grupo escolar de 5 anos de idade, em fila, esperando sua vez de ir brincar na pracinha. Os seus olhos, fixos nos brinquedos, são barrados pela imposição da ordem. Aguardam o outro grupo animado liberar espaço para eles. Ordem assim não vejo no Brasil. Mais tarde, numa praça próxima ao escritório, um grupo de bombeiros faz treinamento para incêndio. Enquanto um deles cumpre a atividade de demonstração, os outros observam em posição de “estátua”. Aprenderam muito bem a cumprir regras na escola, e agora demonstram concentração e ordem com facilidade. A paralisação é quebrada quando me aproximo para bater fotos e depois, passo por detrás deles para não atrapalhar a atividade. Sem sucesso, pois todas as cabeças, em igual compasso, giram no mesmo movimento do meu caminho. Devo ter ficado no mínimo vermelha.

Amanhã viajo a Xiamen, depois Ningbo e Shanghai. Visito 2 fornecedores e acompanho uma inspeção pré-embarque. Fiquei surpresa ao saber que neste sábado a banda NENHUM DE NÓS fará show em Shanghai!! Tudo bem que já fui ao show deles no RS, mas não poderia haver melhor coincidência. Não poderei ir no show, devido aos compromissos de trabalho, mas fico e feliz e orgulhosa: uma banda gaúcha embalando o agito de uma feira na China.

“Sol, girassol, verde, vento solar
Você ainda quer morar comigo?
Vento solar, estrelas do mar
Um girassol da cor de seu cabelo”

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Flores de pano

Estou aqui a trabalho, cheguei no dia 30 e volto dia 16. Serão um pouco mais que duas semanas, a viagem é longa, demora 36 horas. Tenho facilidade em dormir, então aproveito os voos, sonhando literalmente alto, rs. Ainda assim parece que não descanso o suficiente, o corpo está cansado. Hoje já é dia 01, então, teoricamente, o meu cansaço – que dizem ser os 03 primeiros dias – irá durar até amanhã. Hoje novamente acordei às 5 da manhã. Aproveitei para fala com o pessoal da empresa, lá ainda era 18h e fazer o texto do blog.

A internet aqui funciona bem, porém alguns sites são simplesmente bloqueados. Facebook, blogs, etc. Meu blog inicial era da blogspot, mas não conseguí acesso aqui. Apelei para o wordpress, que de vez em quando também não abre. Assim, quem atualiza os posts é meu noivo, André, no Brasil. Mando os textos por email, que até agora tem funcionado bem, as fotos por msn e a atualização fica com ele. Não corro o risco de ser barrada pela censura chinesa. Também não os critico por isso, imagino como deve ser difícil alinhar um país desse tamanho e tão populoso.

A China é um país gostoso, embora me dê agonia a obrigação de me comunicar com sinais, corro o risco de não ser compreendida. Além disso, sentar numa mesa para jantar e não saber o que virá pela frente é um tanto desafiador. Pior é pegar aquela comida com o hashi, sem saber o gosto que te espera. Na mesa, entre os brasileiros, comentamos o que é bom ou ruim, em português. Para os chineses, só digo o que gostei e agradeço. É dispensável criticar o que não agradou ao paladar, frente a tão boa hospitalidade e receptividade.

Sim, a cidade é bonita. Os prédios são gigantes, altíssimos. Nas sacadas dos apartamentos, milhares de varais cheios de roupa colorida secando no mesmo ritmo, embalados pelo vento. Ao longo do dia, o clima, a paisagem e o céu permanecem iguais. Não há a beleza do nascer do sol, ou o adeus do sol se pondo. Simplesmente fica claro ou escuro. Ainda assim, a cidade é iluminada e cheia de vida. Nas ruas, as vezes descubro algumas flores de plástico. Não deixa de ser belo, é apenas triste pensar que elas ocupam o lugar das flores vivas e cheias de polén. Mas é exatamente isso que também fazemos ao derrubar as matas e construir nossas próprias casas. Falando nisso, já é hora de ir para o escritório, um prédio bonito, perto de casa.

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